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abril 09, 2011

Encontro "Energia para as Cidades do Futuro"


:: AdEPorto organiza encontro ‘Energia para as Cidades do Futuro’ ::

.:: Consórcio do Intelligent Energy Europe ::.

No dia 11 de Abril, a AdEPorto organiza o encontro final do consórcio do Intelligent Energy Europe dedicado à temática ‘Energia para as Cidades do Futuro’. Os trabalhos terão lugar no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett e contarão com a presença de representantes de várias cidades, entre elas, as pertencentes ao consórcio no qual a AdEPorto foi criada: Bordéus, Latina, Múrcia e Riga.

Estão previstas intervenções para além do Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, do Presidente do Conselho de Administração da Agência de Energia do Porto, Eduardo de Oliveira Fernandes, de Norela Constantinescu da Direcção-Geral de Energia da Comissão Europeia, de Damien Cocard da Executive Agency for Competitiveness and Innovation (EACI), de Mário Rui Silva da Comissão Directiva do ON.2 e de Cristina Daniel da RNAE – Associação das Agências de Energia e Ambiente – Rede Nacional, para além das exposições de cada uma das cidades/comunidades do consórcio presentes.

Será ainda apresentado o Plano de Acção para a Energia Sustentável do Porto elaborado pela AdEPorto para o Município no âmbito do Pacto dos Autarcas subscrito em 2009. O encontro terá lugar no Auditório da Biblioteca Almeida Garrett a partir das 09:30 e o encerramento dos trabalhos está programado para as 18:00

Consulte aqui o programa.

A participação é gratuita, no entanto, limitada à lotação da sala, pelo que solicitamos que efectue a sua inscrição através do email: geral@adeporto.eu ou do telefone 22 201 28 93.

Fonte: AdEPorto

Eficiência energética é uma realidade para muitos portugueses


:: Energyprofiler ::

.:: Eficiência energética é uma realidade para muitos portugueses ::.

Inquérito levado a cabo pela Energyprofiler revela que a maioria dos portugueses têm um conhecimento conhecimento “médio-alto” sobre o uso eficiente de energia e uma atitude “muito positiva” face à conservação de energia.

O questionário nacional teve o apoio da ADENE e foi efectuado a mais de 1000 agregados familiares, a partir de Janeiro de 2010.

A larga maioria dos portugueses, 87%, afirmam que as “razões económicas” é aquilo que os leva a poupar no uso de energia, contudo, 57% destacam também “razões ambientais.” Metade dos inquiridos acreditam que já fazem tudo o que podem para poupar energia.

No inquérito conclui-se que a maioria conhece as várias formas de poupar energia. “62% indicou que habitualmente ‘desliga as luzes quando não está ninguém’. Outros comportamentos referidos são ‘desligar equipamentos sem ser em stand by’ (44%) e ‘uso de lâmpadas eficientes’ (34%)”, é referido no estudo.

No que toca a grupos, neste estudo é revelado que o público-alvo com maior necessidade de ultrapassar as barreiras à poupança energética são os homens jovens até 25 anos e são, também, aqueles que demonstram estar menos sensibilizados em relação à poupança energética. As mulheres de todas as regiões estão mais sensíveis a esta questão.

A comunicação social (50%) e a internet (31%) são identificadas como as principais fontes de informação pelos inquiridos.

Link: Estudo - Energyprofiler

Fonte: Indústria e Ambiente

março 14, 2011

Edificio Energeticamente Eficientes - 7º PROGRAMA-QUADRO – Parcerias Publico Privadas


:: 7º PROGRAMA-QUADRO – Parcerias Publico Privadas ::

.:: Edificio Energeticamente Eficientes ::.
.:: Porto & Lisboa ::.


.:: Porto - 24 de Março de 2011 ::.

:: Consulte - Agenda Porto ::

Local :
Auditório da Escola de Gestão do Porto (EGP)
Rua de Salazares, 842
4149-002 Porto

--

.:: Lisboa - 25 de Março de 2011 ::.

:: Consulte - Agenda Lisboa ::

Local :
Representação da Comissão Europeia em Portugal - Edificio Jean Monnet
Largo Jean Monnet 1, 10º


Fonte: Gabinete de promoção do 7º programa quadro de I&DT

março 08, 2011

Energia: Regras para ser miniprodutor de eletricidade mudam em Abril


:: Regras para ser miniprodutor de eletricidade mudam em Abril ::

.:: Decreto-Lei n.º 34/2011 ::.

As regras para ser miniprodutor de eletricidade vão mudar em Abril, segundo o decreto-lei hoje publicado em Diário da República, que obriga a consumir pelo menos metade do produzido, caso contrário pagará coimas até os 44 mil euros.

O decreto-lei n.º 34/2011 vem definir as condições para a produção de eletricidade em instalações de pequena potência a partir da energia do sol, do vento, da água. Quem não cumprir pode pagar coimas que vão dos 100 aos 3740 euros (caso seja em nome individual) e dos 250 aos 44.800 euros (empresas).

As entidades interessadas em tornar-se miniprodutores devem inscrever-se na internet em www.renovaveisnahora.pt. Depois é-lhes indicada a quantidade de eletricidade que podem produzir. Sendo que "a potência máxima atribuível para ligação à rede é de 250 kW”, lê-se no diploma.

Para se ser produtor é necessário consumir uma quantidade de eletricidade igual ou superior a metade da eletricidade que se pretende produzir e não se pode injetar na rede elétrica mais do que metade da potência contratada para consumo com o fornecedor de eletricidade.

O valor pago pela electricidade depende do regime escolhido pelo produtor: geral ou bonificado.

No regime geral, o preço depende apenas das condições do mercado, não havendo interferência do Governo. Já no regime bonificado, o preço depende das fontes de energia usadas pela miniprodução (por exemplo, se usar energia solar recebe mais do que se usar energias não renováveis) e da potência produzida (as unidades de menor potência recebem uma tarifa pré-definida, as de maior potência recebem um valor mais baixo, negociado com o fornecedor de eletricidade).

Grande parte das obrigações que o diploma veio agora criar serão taxadas. O pedido de registo da unidade de miniprodução, o pedido de reinspecção da unidade de miniprodução, o pedido de averbamento de alterações ao registo da miniprodução, com e sem emissão de novo certificado de exploração estão sujeitos a taxas, que deverão ser definidas em breve por portaria.

No texto do decreto-lei fica-se a saber que até agora "o regime da produção com autoconsumo não teve a aceitação esperada, sendo muito poucas as unidades por ele actualmente regidas". Por isso decidiu-se revogar os diplomas que definiam a microprodução, apesar de as instalações já criadas continuarem a reger-se por aquela lei.

Fonte: Sapo Notícias

.:: Links ::.

:: Decreto-Lei n.º 34/2011 ::

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Errata facultada pelo Cláudio Monteiro:

A nova lei referida na notícia (Decreto-Lei n.º 34/2011) refere-se ao novo regime de mini-geração, em nada revoga o regime de micro-geração. A MINI-geração destina-se a fotovoltaico em ambiente urbano, já de dimensão média, até 250 kW (7500m2 de área). A MICRO-geração, diz respeito aos pequenos sistemas instalados até agora, no sector residencial, com máximo de 3,6 kW (25 m2 de área).
Nesta nova lei de mini-geração, tal como na micro-geração, o produtor tem o direito de vender toda a energia à rede, nem sequer pode ser doutra forma porque as instalações de produção e consumo deverão ser totalmente independentes.
Imagino que a notícia errada se deva a uma má interpretação do texto da lei que diz “A energia consumida na instalação de utilização seja igual ou superior a 50 % da energia produzida pela unidade de miniprodução, …” , o que quer dizer que a instalação de produção não pode vender á rede anualmente mais que 50% da energia que a instalação de consumo consome anualmente.

Contratos públicos para eficiência energética já são realidade


:: Contratos públicos para eficiência energética já são realidade ::

A exigência de longa data das empresas de serviços energéticos (ESE) nacionais teve um final feliz com a publicação, na segunda-feira, do Decreto-Lei nº 29/2011, que estabelece um regime de contratação pública para implementação de medidas de eficiência energética. O diploma apresenta um regime jurídico de contratação pública pioneiro em Portugal, uma vez que a ESE é escolhida em função da maior economia de energia prevista para a entidade adjudicante.

Este Decreto-Lei veio completar o quadro legal iniciado pelo Programa de Promoção da Eficiência Energética na Administração Pública – ECO.AP. Neste sentido, o que está realmente em causa são as poupanças efectivas no consumo energético e não, por exemplo, a implementação de sistemas de produção de energia. Ou seja, projectos de miniprodução ou de co-geração podem ser incluídos no caderno de encargos como parte da proposta a concurso, mas não são considerados como critério de adjudicação.

De forma a poderem ser convidadas a apresentar as suas propostas em futuros procedimentos concursais, as empresas de serviços energéticos têm que se registar, no prazo de 90 dias, na Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG). No processo de selecção, as ESE terão que comportar uma vistoria inicial aos edifícios e equipamentos públicos em causa. Caso sejam seleccionadas para uma segunda fase, as empresas vão igualmente assumir os encargos de uma auditoria energética, que servirá como ferramenta de decisão ao perfil de consumo de energia e às medidas propostas.

O modelo ESE – conhecido internacionalmente como ESCO – representa um modelo de partilha de riscos entre a empresa que presta serviços energéticos e a entidade adjudicante. Desta forma, há um investimento inicial por parte das entidades privadas, que será posteriormente amortizado em função dos ganhos de energia alcançados.

:: Decreto-Lei n.º 29/2011 ::

Fonte: Ambiente Online

março 06, 2011

Primeiro edifício de alta eficiência energética: Nova ESAN: máquina energética para navegar no futuro


:: Primeiro edifício de alta eficiência energética ::

.:: Nova ESAN: máquina energética para navegar no futuro ::.

Vai nascer na Quinta do Comandante, em Oliveira de Azeméis, pela mão da Universidade de Aveiro e da Câmara Municipal, o primeiro edifício público de alta eficiência energética e baixo impacte em Portugal. Trata-se do projecto Parque do Cercal – Campus para a Inovação, Competitividade e Empreendedorismo Qualificado que inclui as novas instalações da Escola Superior Aveiro Norte (ESAN) e será uma referência em termos de eficiência energética e sustentabilidade.

«Este novo edifício Parque do Cercal – Campus para a Inovação, Competitividade e Empreendedorismo Qualificado é uma máquina energética concebida para navegar ao longo dos anos numa relação calculada e equilibrada entre qualidade ambiental e consumo», caracteriza a memória descritiva do projecto. Desde o início da concepção do projecto que a arquitectura do edifício obedeceu a princípios de sustentabilidade e, em particular, de eficiência energética, buscando um eficaz equilíbrio entre o aproveitamento da luz solar e as aberturas no sentido de manter constante a temperatura do interior. Logo, na implantação, procurou preservar, tanto quanto possível, as manchas de folhosas autóctones (carvalhos e sobreiros, por exemplo).

Para além da novidade na lógica de concepção, ainda mais invulgar é a solução adoptada para climatização do edifício, fazendo uso da energia geotérmica – uma das fontes possíveis de energia renovável -, princípio também a aplicar, embora de forma diferente, nos futuros edifícios da Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro (ESSUA) e no Complexo de Interdisciplinar de Ciências Físicas Aplicadas à Nanotecnologia e à Oceanografia, no campus da Universidade de Aveiro. A temperatura do solo ajuda a regular a temperatura do edifício, ou seja, aquece ou arrefece (consoante a temperatura exterior) a água que corre nas tubagens existentes nas perfurações a 120 metros de profundidade e que estão ligadas ao sistema de climatização do edifício. A metodologia e tecnologia a utilizar são inéditas em Portugal, apesar de sobejamente utilizadas nos países do norte da Europa.

O projecto Parque do Cercal – Campus para a Inovação, Competitividade e Empreendedorismo Qualificado inclui as novas instalações da Escola Superior de Design, Gestão e Tecnologia de Produção Aveiro Norte (ESAN) e um conjunto de iniciativas de apoio e articulação com o tecido económico da região. A obra será financiada pelo «ON.2 – O Novo Norte» (Programa Operacional Regional do Norte) e, em breve, será lançado o concurso público para realização da empreitada.

O edifício foi concebido por uma equipa composta pela Estrutura de Projecto de Arquitectura e Desenvolvimento Físico da Universidade de Aveiro e por um conjunto de técnicos especialistas em eficiência energética – contribuindo para a investigação de ponta da UA. A obra constitui em si mesmo um modelo de intervenção, no qual se opta pela optimização da qualidade ambiental e higrotérmica (temperatura e humidade relativa) com um consumo muito baixo de recursos materiais e energéticos, pela redução das emissões de águas residuais, energia e gases, e pela minimização do impacto sobre a saúde humana, os recursos naturais, as alterações climáticas e a qualidade dos ecossistemas, projectando deste modo, todo o ciclo de vida do edifício.

Este projecto pretende constituir-se também uma referência no âmbito das áreas de Acolhimento Empresarial e Inovação, com as valências de: ensino e formação; investigação e desenvolvimento tecnológico; apoio à incubação de novas empresas; estímulo ao empreendedorismo; promoção do emprego qualificado; apoio activo ao tecido económico local e regional. Cerca de 2.700 m2 serão de área útil, no qual se incluem cerca de 600 m2 de laboratórios, 500 m2 de oficinas, um auditório de 200 m2 e vários espaços para formação e reuniões. Está ainda prevista a construção de um novo acesso e de estacionamento.

Fonte: UA

Seminário PPEC - Avaliação de Resultados e Perspectivas Futuras


:: Seminário PPEC - Avaliação de Resultados e Perspectivas Futuras ::

A ERSE realizou no dia 11 de Fevereiro de 2011, no Centro Cultural de Belém, o Seminário "Avaliação de Resultados e Perspectivas Futuras" que visou divulgar os resultados do PPEC 2007 e discutir as perspectivas futuras sobre a promoção da eficiência no consumo de energia eléctrica.

Foram apresentados pela ERSE os resultados finais da primeira edição do PPEC, cuja implementação terminou em Abril de 2010, nomeadamente as acções implementadas, o seu custo e os benefícios alcançados, e relatadas pelos promotores algumas das medidas do PPEC 2007.
Em termos globais os objectivos que o PPEC pretendia atingir foram atingidos com sucesso, sendo mesmo largamente ultrapassados: foi possível duplicar as poupanças previstas e as emissões de CO2 evitadas, a um custo inferior ao previsto em cerca de 7%.
A totalidade das medidas permite evitar, até 2023, o consumo de 770 GWh de energia eléctrica, o que corresponde ao consumo anual de cerca de 257 mil famílias, e 285 mil toneladas de CO2 evitadas, o que equivale às emitidas por cerca de 127 mil automóveis em circulação durante um ano.
Assim, esta primeira edição permitiu obter benefícios de 74 milhões de euros, sete vezes superiores aos 10 milhões de euros investidos.

O seminário teve também como objectivo promover o debate sobre as perspectivas futuras para a promoção da eficiência no consumo da energia eléctrica, contando com um painel com as participações da DECO, da CIP, da Quercus e da Universidade de Coimbra.

Numa altura em que o PPEC vai já na sua quarta edição, com o lançamento do PPEC 2011-2012, a ERSE organizou ainda uma exposição na qual 15 promotores apresentaram conteúdos e materiais de algumas medidas de promoção da eficiência no consumo de energia implementadas ao longo das várias edições do programa.

:: Consulte o documento de avaliação dos resultados: PPEC 2007 – Balanço e Resultados ::

Fonte: ERSE

fevereiro 14, 2011

Seminário - Mobilidade Eléctrica (II Parte)


:: Seminário - Mobilidade Eléctrica (II Parte) ::

.:: 2 de Março de 2011, 17h45 ::.
.:: Auditório da Sede da Ordem Dos Engenheiros - Lisboa ::.

A actualidade do tema “Mobilidade Eléctrica” suscitou um primeiro seminário de reflexão, dirigido às soluções tecnológicas que estão a viabilizar o desenvolvimento de um veículo eléctrico de transporte rodoviário, com elevada penetração no quotidiano e que seja capaz de tornar realidade uma redução drástica do uso dos derivados do petróleo nos transportes.

Para além do impacto que esta mudança terá na economia mundial por via da redução no consumo de petróleo, serão proporcionadas oportunidades em torno dos novos “clusters” técnico-económicos que estão já em formação para fornecer os bens e os serviços de um novo paradigma tecnológico nos transportes.

Como poderão reagir as empresas portuguesas a esta oportunidade, qual o seu posicionamento e capacidades, e quais os reflexos na gestão dos sistemas eléctricos?

Estes são os aspectos a aprofundar e discutir no 2.º seminário, que a Comissão Executiva da Especialização em Engenharia e Gestão Industrial decidiu promover, e que contará com a participação de personalidades com responsabilidades cimeiras em algumas das empresas nacionais, que têm estado na 1.ª linha do desenvolvimento no campo da mobilidade eléctrica, em Portugal.
  • Eng. Jorge Cruz Morais
    • Administrador Executivo da EDP
  • Eng. Alberto Barbosa
    • Administrador Executivo da EFACEC
  • Eng. Pedro Sena da Silva
    • Presidente da AUTOSIL
  • Eng. Rogério Carapuça
    • Presidente da NOVABASE
  • Prof. Tiago Faria
    • Professor IST
  • Administrador EMEL
    • Moderador: Eng. Luís Mira Amaral
  • Professor do IST
    • Membro da Comissão Executiva da Especialização em Engenharia e Gestão Industrial

Informações
Ordem dos Engenheiros – Secretariado dos Colégios
Tel.: 21 313 26 62/3/4
Fax: 21 313 26 72
E-mail: colegios@ordemdosengenheiros.pt

A Inscrição é Gratuita mas Obrigatória »»»

Fonte: Ordem Dos Engenheiros

.:: Links ::.

:: Seminário "Mobilidade Eléctrica: O Veículo" - apresentações disponíveis ::

fevereiro 13, 2011

Portugueses criam software capaz de reduzir emissões de CO2


:: Portugueses criam software capaz de reduzir emissões de CO2 ::

Dois investigadores portugueses desenvolveram um software que reduz drasticamente o consumo de energia eléctrica dos computadores e que se fosse aplicado à escala mundial evitaria a emissão de cinco milhões de toneladas de CO2 na atmosfera por ano, escreve a Lusa.

A descoberta, a que os investigadores Carlos Reis e Jorge Pacheco deram o nome de «SPIRIT», tem como objectivo reduzir o consumo de energia eléctrica e as emissões de CO2 associadas a este consumo por «infra-estruturas de computação de média e grande escala».

Por isso mesmo, não se aplica a utilizadores domésticos, com computadores isolados, disse em entrevista à Lusa Carlos Reis.

As chamadas «infra-estruturas de computação de grande escala» são instalações de tipo industrial espalhadas pelo mundo que estão ao serviço de grandes companhias como a Google, a Microsoft e o Facebook.

Neste tipo de empresas ou entidades, os diferentes computadores, que podem ir de algumas centenas até às dezenas de milhar, estão ligados entre si através de uma rede de comunicação privada, uma intra-net.

As placas de rede destes computadores possuem uma funcionalidade que permite aos computadores que estão num estado dormente, «acordar» quando recebem pela rede o sinal apropriado, explicou o investigador.

«O SPIRIT é um software que é executado no computador-mãe desta rede. A sua função é apenas decidir sobre o estado de vigília de todos os computadores. Se um computador está desligado e precisa de ser ligado então o SPIRIT envia pela rede o sinal apropriado e acorda-o. Por oposição se está ligado e não é preciso, o SPIRIT desliga-o», especificou Carlos Reis.

Em termos de benefícios, podem ser apontados os de ordem económica, como a redução do consumo de electricidade e, consequentemente, do custo de operação destas infra-estruturas, e os ambientais.

Sobre estes, Carlos Reis refere testes feitos durante um ano na Universidade de Lisboa com apenas 200 processadores e em que foi conseguida uma redução no consumo de electricidade equivalente a uma redução de emissões de 5 toneladas de CO2, um gás com efeito de estufa, reconhecido como o principal responsável pelas alterações climáticas.

A partir daqui os investigadores calcularam a poupança energética e ambiental possível a nível mundial com a utilização deste software.

«Se o SPIRIT ou um software equivalente fosse adoptado em infra-estruturas de computação em todo o mundo, a poupança seria no mínimo, e por ano, igual à energia produzida por uma central nuclear, o que equivale a não libertar na atmosfera cinco milhões de toneladas de CO2 por ano», afirmou Carlos Reis.

Fonte: IOL

.:: Links ::.

:: SPIRIT: Drastically Reducing Server Energy Costs ::

:: SPIRIT: SPIRIT is an extraordinarily simple, but effective solution. It is freely available at http://www.ciul.ul.pt/~ATP/SPIRIT/

fevereiro 12, 2011

Plano de Promoção da Eficiência no Consumo da Energia Eléctrica: gera poupanças de 74 milhões de euros


:: PPEC gera poupanças de 74 milhões de euros ::

O Plano de Promoção da Eficiência no Consumo da Energia Eléctrica (PPEC) permitiu, entre 2008 e 2010, poupanças no consumo de energia no valor de 74 milhões de euros e uma redução de emissões de CO2 de 4687 toneladas. Os resultados do programa foram hoje apresentados pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

Só através do GERE, iniciativa incluída no PPEC que financia a fundo perdido a aquisição de equipamentos eficientes, a poupança no consumo energético ronda os 11 Gwh/ano. Os 220 equipamentos financiados, em 90 empresas do sector industrial e agrícola, permitiram ainda uma redução de 877 mil euros na factura energética.

Em 2011, o programa GERE vai centrar-se na iluminação pública eficiente, tanto em edifícios históricos como em aldeias rurais. De acordo com a ADENE - Agência para a Energia, entidade responsável pelo GERE, a implementação destas medidas, orçadas em 814 mil euros, permitirão uma poupança de 27,7 GWh por ano. Em termos de factura, a redução no consumo representará 2,2 milhões de euros poupados, anualmente.

Fonte: Ambiente Online


fevereiro 08, 2011

Seminário "Serviços Energéticos e Contratos de Desempenho Energético"


:: Seminário ::

.:: "Serviços Energéticos e Contratos de Desempenho Energético" ::.
.:: um novo paradigma para a eficiência energética ::.

A RNAE, a ADENE e a CM de Guimarães, em colaboração com o MEID, organizam, no próximo dia 14 de Fevereiro de 2011, um Seminário dedicado ao novo paradigma para a eficiência energética. Despoletado pela recente legislação sobre os serviços energéticos e os contratos de performance de energia, este evento pretende incentivar o debate e a discussão entre os principais agentes de mercado (ESCOs / ESE) em torno deste importante pilar para o cumprimento da o cumprimento das metas da Estratégia Nacional de Energia 2020 (ENE 2020).

Objectivo: incentivar o debate e a discussão entre os principais agentes de mercado (ESCOs / ESE)

Data e local: Guimarães, 14 de Fevereiro de 2011

Inscrições gratuitas até dia 7 de fevereiro através do e-mail: rnae.portugal@gmail.com

:: Programa: Seminário "Serviços Energéticos e Contratos de Performance de Energia" ::

Fonte: AREANTejo


Portugal terá 1.ª torre eólica flutuante no Verão


:: Portugal terá 1.ª torre eólica flutuante no Verão ::

A costa portuguesa vai ter no Verão, pela primeira vez, uma torre eólica flutuante, disse hoje à agência Lusa no Porto, o secretário de Estado da Energia e Inovação, Carlos Zorrinho.

"Este Verão teremos a primeira torre eólica flutuante no mar e a seguir vamos abrir concurso para a colocação de mais torres", referiu Carlos Zorrinho, à margem do seminário "O Sector das Energias Renováveis em Portugal e França: Oportunidades e Parcerias", organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa.

O governante sublinhou que a costa portuguesa tem um "grande potencial" energético, com muito sol e muito vento, mas o mar é muito profundo e turbulento.

"O mar português é de maior profundidade, pelo que tem de ser uma tecnologia diferente da que existe. Vamos investir para sermos pioneiros no desenvolvimento dessa tecnologia".

Carlos Zorrinho referiu que Portugal está a dar passos no offshore, mas "ainda não fez tudo o que tinha a fazer no inshore", pelo que vai continuar a ser aumentada a capacidade de produção de energia eólica em terra.

O secretário de Estado considerou "muito importante" a cooperação entre Portugal e França nas energias renováveis, nomeadamente na produção de energia fotovoltaica e nos veículos eléctricos. "Portugal fez as escolhas certas. É um líder nas energias renováveis, mas somos um mercado pequeno, pelo que precisamos de bons parceiros. Juntos, Portugal e França, podemos procurar mercados muito importantes", realçou. Carlos Zorrinho salientou que "Portugal e França são aliados desde a primeira hora na mobilidade eléctrica", tendo dado passos importantes na consolidação de um "standard dos veículos eléctricos".

Fonte: OJE

Autarquias reforçam frotas com veículos verdes


:: Autarquias reforçam frotas com veículos verdes ::

A limpeza nas cidades de Guimarães, Vizela, Viana do Castelo, Setúbal e Famalicão será, a partir deste ano, feita de forma mais verde. As autarquias estão a reforçar as suas frotas com veículos eléctricos, ferramentas ideais para a limpeza das ruas e manutenção de parques e outros espaços verdes.

Estas viaturas verdes, fabricadas pela construtora francesa Goupil e comercializadas pela Soma – empresa do Grupo Auto Sueco –, são totalmente eléctricas, silenciosas e versáteis. Os veículos, de pequenas dimensões, possuem uma largura de 1,10 metros e um raio de viragem muito reduzido, o que facilita o serviço em zonas de difícil acesso.

De acordo com o jornal regional Rostos, a viatura "dispõe de um depósito com capacidade para 400 litros, um sistema de alta pressão para lavagem de ruas e um outro sistema de baixa pressão para, por exemplo, aplicar herbicidas". O veículo é movido por duas baterias e tem uma autonomia de oito horas de trabalho.

Segundo o jornal setubalense, o automóvel amigo do ambiente, apresenta ainda a versatilidade de se poder adaptar a outros tipos de serviços, uma vez que "a área de carga onde se encontra o depósito e os sistemas de pressão pode ser facilmente reconfigurada com equipamento de outra natureza."

O carregamento é feito durante a noite, sendo a viatura ligada a uma tomada convencional de electricidade.

Fonte: MOBI.E


fevereiro 07, 2011

ENE 2020: Eficiência energética da iluminação pública com documento de referência


:: Estratégia Nacional de Energia 2020 ::

.:: Eficiência energética da iluminação pública com documento de referência ::.

A Estratégia Nacional de Energia 2020 engloba um conjunto alargado de programas e medidas consideradas fundamentais para alcançar os objectivos da eficiência na utilização final de energia e dos serviços energéticos. Em desenvolvimento do Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE) e da ENE 2020, o Programa de Eficiência Energética na Administração Pública — ECO.AP (Resolução do Conselho de Ministros n.º 2/2011, de 12 de Janeiro), visa obter até 2020, nos serviços públicos e nos organismos da Administração Pública, um nível de eficiência energética na ordem dos 20% em face dos actuais valores. Nestes objectivos enquadra-se também a utilização racional de energia e a eficiência energético-ambiental em equipamentos de iluminação pública (IP).

Em Portugal, a iluminação pública é responsável por 3% do consumo eléctrico total, sendo que os respectivos custos energéticos constituem, em alguns casos, mais de 50% nas despesas dos Municípios com energia, verificando-se nos últimos anos uma tendência de aumento análoga à melhoria dos níveis de iluminação da região (cerca de 4 a 5% por ano).

Existem no mercado diversas soluções e tecnologias que permitem melhorar a eficiência energética da IP, facilitando uma gestão mais eficiente. Estes sistemas podem também permitir economias directas nos consumos de energia e/ou levar a um aumento da vida útil das lâmpadas, permitindo uma redução dos custos de manutenção das instalações de IP. O potencial de redução de consumos com IP pode chegar aos 700GWh/ano (redução de consumos de CO2 de 260.000 ton/ano).

Nesse sentido, a Secretaria de Estado da Energia e da Inovação, no Ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, em parceria com a RNAE- Associação das Agência de Energia e Ambiente, a ADENE – Agência para a Energia, a EDP Distribuição, o Lighting Living-Lab em Águeda, o CPI – Centro Português de Iluminação Pública e a Associação Nacional de Municípios – ANMP, promoveu o desenvolvimento de um manual de boas práticas para a melhoria do desempenho energético da IP. Com o documento agora editado pretende-se uma efectiva redução dos consumos de energia associados à Iluminação Pública sem perda dos níveis de efectivos de iluminação adequados a diferentes situações.

Fonte: ADENE

.:: Links ::.

:: Documento de Referência: Eficiência Energética na Iluminação Pública ::

fevereiro 01, 2011

LNEG vai certificar a eficiência energética nos edifícios da administração pública


:: LNEG vai certificar a eficiência energética nos edifícios da administração pública ::


A promessa foi dada em Conselho de Ministros e confirmada pela publicação em Diário da República do Programa de Eficiência Energética na Administração Pública (ECO.AP): Portugal vai ter um mercado de certificados brancos para a eficiência energética em edifícios públicos. Apesar de a legislação específica ainda estar em elaboração, as novas regras já causam expectativa no mercado da consultoria energética.

O novo mecanismo de mercado vai envolver proprietários de edifícios e empresas especializadas na comercialização de energia, assim como uma entidade responsável pela certificação. O Laboratório Nacional de Engenharia e Geologia (LNEG) deverá ficar encarregue do processo de certificação da eficiência energética dos edifícios, de acordo com fonte governamental. Ainda não há, contudo, previsões para a apresentação do Decreto-Lei que vai definir o mercado dos certificados brancos. «A decisão da quantidade de certificados brancos a apresentar no mercado e o preço atribuído dependerá sempre do Estado», acrescenta ainda a fonte da Secretaria de Estado da Energia e Inovação.

O funcionamento deste mecanismo é semelhante ao que foi criado para títulos de emissões de CO2 ou para títulos de combustíveis. Aplicando-se apenas à eficiência energética alcançada em edifícios, a prestação em edifícios públicos acima do objectivo de 20 por cento será premiada com um conjunto de certificados de eficiência. Os títulos poderão depois ser vendidos a empresas de comercialização de energia, obrigadas a apresentar uma quantidade anual ao Estado, criando um dinamismo e uma valorização de mercado da eficiência energética.

Desta forma, Portugal segue o exemplo de vários países europeus. A Itália implementou um esquema semelhante em 2005, sendo seguida pela França um ano mais tarde. No Reino Unido, o modelo em vigor é misto, havendo a possibilidade de comercializar as obrigações e as poupanças. Um modelo alternativo, sem implicação de comercialização, foi desenvolvido pela Flandres (região da Bélgica). Enquanto a maioria dos esquemas europeus diz respeito a obrigações para os comercializadores de gás e electricidade, a Itália é a excepção, pondo a obrigação sobre as distribuidoras.

Questionado sobre a criação de um mercado de certificados brancos, Luís Mira Amaral fala em «aproveitamento burocrático» da matéria da eficiência energética. Apesar de considerar que uma verdadeira política energética passa por analisar todas as soluções do lado da oferta e da procura, o que inclui as questões de eficiência energética, o ex-ministro da Indústria e Energia tem dúvidas sobre a eficácia deste mecanismo. «Quanto maior a intervenção do governo, quanto maior a burocracia, mais há lugar a conflitos e à intervenção dos advogados», afirma o responsável, lembrando a falta de tranparência dos regulamentos energéticos e a intervenção político-administrativa nos processos.

A falta de sensibilização e formação dos agentes é um dos problemas apontados por Mira Amaral à implementação de legislação de eficiência energética. «Não basta fazer legislação, é preciso formar os agentes nesta matéria», explica, exemplificando com as falhas de competência de arquitectos, projectistas e licenciadores de algumas autarquias.


.:: ECO.AP arranca com calendário apertado ::.

A questão da sensibilização dos agentes públicos é particulamente pertinente perante o calendário apertado do ECO.AP. Promulgado em Janeiro, a Resolução prevê que as entidades públicas designem, em 90 dias, um gestor local de energia. Uma condição que para a Câmara de Bragança, por exemplo, será certamente cumprida. «O município de Bragança encontra-se em condições para designar o gestor local de energia, no prazo estipulado pela Resolução do Conselho de Ministros nº 2/2011», afirma o presidente da câmara municipal, António Jorge Nunes. O autarca defende ainda que o ECO.AP irá permitir uma «continuidade ao trabalho desenvolvido pelo município no âmbito da eficiência energética».

Para as empresas de serviços energéticos (ESCO), o ECO.AP e o calendário apertado também são vistos com bons olhos. «O importante é o programa ECO.AP e a legislação ESCO arrancaram o mais rápido possível, para se dinamizar o sector», comenta Miguel Matias, administrador da Self Energy, sublinhando que, quanto mais tarde se implementarem estas decisões, «menos milhões de euros se poupam ao Estado e ao país». O responsável realça ainda que «é bom ser o Estado a dar o exemplo da boa prática».

A urgência na implementação do programa é palavra de ordem entre as empresas. Afinal, Portugal tem menos de uma década para alcançar o objectivo ambicioso de eficiência energética a que se propõs (20 por cento). Para tal, a Resolução do Conselho de Ministros prevê que, neste primeiro semestre de 2011, cada ministério deva seleccionar entidades que representem pelo menos 20 por cento do seu consumo de energia, com vista ao lançamento de um processo de contratação pública para a gestão de eficiência energética. Até 2013, cada ministério deve igualmente concretizar medidas de redução do consumo em todas as entidades na sua dependência, através de contratos de gestão de eficiência energética.

Fonte: Ambiente Online

.:: Links ::.

:: Programa de Eficiência Energética na Administração Pública - ECO.AP ::

janeiro 28, 2011

Portugal tem que investir na inovação energética


:: Portugal tem que investir na inovação energética ::

.:: Análise das novas tecnologias energéticas nacionais e cenarização do seu impacto no sistema energético nacional ::.



Fonte: TVNET

NER300: Mecanismo de Incentivo de tecnologias com baixo teor de carbono


:: NER300 ::

.:: Mecanismo de Incentivo de tecnologias com baixo teor de carbono ::.
.:: Despacho n.º 1636/2011 ::.

O mecanismo de incentivo NER300 visa o financiamento de projectos de demonstração comercial com vista à captura e armazenamento geológico de CO2 em condições de segurança ambiental (projectos de demonstração CCS) e de projectos de demonstração de tecnologias inovadoras de aproveitamento de fontes de energia renováveis (projectos de demonstração FER inovadoras.

Para o efeito prevê a utilização das receitas decorrentes da venda de 300 milhões de licenças da reserva para novas instalações do CELE para o período entre 2012 -2020. A conversão em moeda e a gestão destas licenças serão realizadas pelo Banco Europeu de Investimento (BEI). O BEI é responsável pela avaliação técnica e financeira das candidaturas, após apresentação pelos Estados membros, e pela submissão das devidas recomendações à Comissão Europeia. Esta organiza as duas rondas de propostas previstas e decide sobre o financiamento dos projectos.

A Decisão NER300 estabelece que cada Estado membro deverá beneficiar deste mecanismo em pelo menos um e não mais do que três projectos, havendo possibilidade de estabelecer parcerias entre Estados membros. O mecanismo de incentivo NER300 poderá financiar até 50% dos custos pertinentes, conforme identificados na Decisão NER300, do projecto com um máximo de 15 % do montante total de licenças disponível e pode ser combinado com outros instrumentos, nomeadamente os Fundos Estruturais, o Fundo de Coesão e o Programa Energético Europeu para o Relançamento.


.:: Despacho n.º 1636/2011 ::.


Neste contexto, com o objectivo de orientar o processo de candidatura de projectos em Portugal ao mecanismo de incentivo NER300 a promover pela Comissão Europeia e ao abrigo do n.º 1 do artigo 8.º, do n.º 1 do artigo 17.º e do n.º 1 do artigo 20.º do Decreto-Lei n.º 321/2009, de 11 de Dezembro, determina-se:

1 — A constituição do grupo de trabalho para a condução do processo de candidatura de projectos em Portugal ao mecanismo de incentivo NER300 (GT-NER300) relativamente a projectos de demonstração comercial com vista à captura e armazenamento geológico de CO2 em condições de segurança ambiental (projectos de demonstração CCS) e de projectos de demonstração de tecnologias inovadoras de aproveitamento de fontes de energia renováveis (projectos de demonstração FER inovadoras).

2 — A composição do GT -NER300 por representantes das seguintes entidades, ao nível de cargos de direcção superior de 1.º ou 2.º grau:
  1. Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG);
  2. Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG);
  3. Agência Portuguesa do Ambiente (APA);
  4. Comité executivo da Comissão para as Alterações Climáticas
  5. (CECAC), a cujo representante cabe a coordenação.

Link: Despacho n.º 1636/2011

FotOrg - O "low-cost" chegou aos fotovoltaicos


:: FotOrg ::

.:: O "low-cost" chegou aos fotovoltaicos ::.

São células solares de baixo custo que podem ser incorporadas em quase tudo o que a imaginação permitir. No FotOrg, a inovação deu as mãos à criatividade.

Carregar o telemóvel num casaco ou alimentar um leitor de mp3 num chapéu. Tudo isto vai ser possível com as tecnologias FotOrg, projecto distinguido na categoria Clean Tech, do prémio BES Inovação. Como? Através de células solares (fotovoltaicos) de materiais orgânicos a baixo custo.

Luiz Pereira, 46 anos, é o responsável científico pelo projecto. Professor do Departamento de Física da Universidade de Aveiro (UA) há 20 anos, desde 2007 que trabalha com as células que convertem a radiação solar em energia. A vantagem destes fotovoltaicos é a competitividade na relação entre eficiência e custo, explica.

"Na realidade, a eficiência útil é de cerca de 5%, quatro vezes menos do que o melhor fotovoltaico de silício monocristalino, [utilizado nos actuais painéis solares] pode oferecer, mas o custo é da ordem de dez vezes menos", diz. São cerca de dez mil vezes mais finos do que um cabelo humano, o fabrico é simples e pode ser efectuado em sistemas de larga produção.


.:: Tecnologia de terceira geração ::.

Luiz Pereira começou a trabalhar com semicondutores orgânicos (material que conduz corrente eléctrica, constituído por átomos de carbono interligados) em 2001, mais especificamente com OLED (células que emitem luz quando recebem energia eléctrica).

Em 2006, foi contactado por uma agência do Porto, ligada à Agência de Inovação, e propuseram-lhe uma parceria com a empresa SolarPlus. Apesar de o projecto ter sido aprovado, a empresa desistiu na recta final. Nesta altura, o professor já tinha sido picado pelo bicho do empreendedorismo e não deixou morrer a ideia. A sua relação com o CeNTI - Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes, e o interesse que demonstraram em avançar com o projecto, permitiram que delineasse uma potencial aplicação a nível industrial, numa ponte com o mundo empresarial.

Este tipo de células solares, de "terceira geração", já são conhecidas em laboratórios de universidades há cerca de oito anos. O que o FotOrg fez foi lançar novas ideias para o seu fabrico e optimização. Contudo, o professor explica que o projecto carece de trabalho a nível laboratorial e da durabilidade.


.:: Em busca da viabilidade comercial ::.

O melhor tempo útil que já foi conseguido, a nível mundial, é cerca de um ano, "manifestamente inviável do ponto de vista comercial. Mas já alcançaram dois avanços: na UA, conseguiram compreender os fenómenos físicos de transporte de carga eléctrica/morfologia que permitiu delinearem uma nova estratégia; no CeNTI e na Nanolayer desenvolvem filmes de barreira de protecção para incrementar a durabilidade dos fotovoltaicos.

"Este tipo de fotovoltaico é praticamente 100% flexível, sem perda de eficiência. Pode ser aplicado em quase tudo o que a nossa imaginação seja capaz de sonhar", explica. O principal mercado-alvo é de nicho. Inclui "gadgets" e a incorporação arquitectónica. "Dada a facilidade de incorporar este tipo de fotovoltaicos em qualquer estrutura, podemos, no limite da imaginação, conceber uma casa completamente 'forrada de células soares orgânicas 'disfarçadas' na estrutura, das paredes ao tecto", revela.

O início da actividade da empresa está dependente dos resultados da fase-piloto, que será iniciada no segundo semestre no próximo ano. Agora, pretendem adquirir equipamentos de grande porte para a produção piloto. "De acordo com as empresas fornecedoras, os equipamentos estarão instalados e operacionais até ao final do primeiro semestre de 2011. A partir daí, teremos todo o trabalho de optimização e contamos ter uma prova de conceito (a nível de aplicação comercial) no Outono de 2011."

Fonte: Jornal Negócios

janeiro 25, 2011

Workshop - Análise das novas tecnologias energéticas nacionais e cenarização do seu impacto no sistema energético nacional


:: Workshop ::

.:: Análise das novas tecnologias energéticas nacionais e cenarização do seu impacto no sistema energético nacional ::.

O Workshop insere-se no âmbito do projecto "Roadmap para as Novas Tecnologias Energéticas: PORTUGAL 2010-2050" e vai realizar-se no dia 27 de Janeiro de 2011 no Auditório do LNEG em Alfragide.

Na sequência da conclusão dos trabalhos do projecto "Roadmap para as Novas Tecnologias Energéticas: PORTUGAL 2010-2050", suportado pelo Fundo de Apoio à Inovação, e com coordenação técnica da E.Value, em cooperação com o LNEG e a DGEG, irá realizar-se este workshop, de carácter eminentemente técnico, com o objectivo de apresentar e discutir os resultados obtidos com a comunidade nacional da energia.

O evento contará com a presença do Senhor Secretário de Estado da Energia e da Inovação, Prof. Doutor Carlos Zorrinho.


.:: Programa ::.

Fonte: LNEG


Fonte: LNEG

Simpósio "Alta Concentração Solar e Produção de Electricidade"


:: Simpósio ::

.:: "Alta Concentração Solar e Produção de Electricidade" ::.

Alta concentração solar e produção de electricidade é o tema do simpósio onde é apresentado o futuro "Instituto Português de Energia Solar", com a presença do Secretário de Estado da Economia e Inovação, Prof. Carlos Zorrinho. O simpósio realiza-se a 28 de Janeiro, no Auditório da Universidade de Évora.

No âmbito da recente criada Cátedra BES Energias Renováveis, o simpósio aborda temas como as politicas energéticas no caso da electricidade solar, bem como a apresentação de projectos especiais como é o caso do projecto Siemens/EDPi - Estação Experimental da Mitra e do projecto EDPi/Cátedra BES - Estação Experimental da Mitra.

A inscrição é gratuita mas a confirmação é obrigatória.


.:: Programa ::.

Fonte: Universidade de Évora


Mais informações e programa aqui.

Fonte: Universidade de Évora