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janeiro 28, 2011

Energia: Universidade de Évora vai criar Instituto Português de Energia Solar


:: UÉvora vai criar Instituto Português de Energia Solar ::

.:: Entidade terá forte ligação às empresas ::.

A Universidade de Évora (UÉvora) vai criar um instituto nacional dedicado à energia solar para “potenciar a ajudar a desenvolver” o sector em Portugal, fomentando a criação de conhecimento e o desenvolvimento tecnológico e a sua aplicação industrial.

O reitor da instituição, Carlos Braumann, adiantou hoje que a criação do Instituto Português de Energia Solar advém de uma forte aposta nas energias renováveis por parte da academia alentejana. “A UÉvora tem, de facto, um projecto de desenvolvimento na área das energias renováveis, nos vários sectores, e esta ideia nasceu muito recentemente”, disse.

A intenção de criar o instituto conta com “o apoio do Ministério da Economia e da secretaria de Estado da Energia e Inovação”, segundo Carlos Braumann, e é apresentada amanhã, num simpósio em Évora.
O colóquio, no âmbito da Cátedra BES Energias Renováveis da UÉvora, vai abordar a alta concentração solar e a produção de electricidade, devendo contar com a presença do secretário de Estado da Energia e Inovação, Carlos Zorrinho, divulgou a organização.

A iniciativa, explicou o reitor, “vai servir para fazer o ponto da situação dos últimos desenvolvimentos tecnológicos” relacionados com energia solar e, ao mesmo tempo, “para lançar a pedra de criação do instituto”.

Dentro de “uns meses”, a academia pretende ter já “um projecto mais detalhado”, para ser submetido à “avaliação das entidades governamentais”. “Estamos convictos de que terá sucesso”, afiançou, estimando que, em 2012, o instituto esteja criado, para “potenciar e ajudar a desenvolver todo o sector de interface entre a criação do conhecimento e o desenvolvimento tecnológico” na área da energia solar e “a sua aplicação industrial”.


.:: Primeira licenciatura na área ::.

O reitor lembrou que a academia alentejana, além da cátedra, ministra a “primeira licenciatura” nacional em Engenharias Renováveis, tem mestrados, doutoramentos e investigação na área e acolhe ainda vários projectos de demonstração tecnológica em parceria com empresas.

“Há aqui um grande potencial, em que Évora e a universidade se estão a situar como uma frente de desenvolvimento científico e tecnológico virado para a utilização empresarial” da energia solar, sublinhou.

O secretário de Estado Carlos Zorrinho lembrou à Lusa que o Alentejo “tem condições muito favoráveis” para a instalação de tecnologia solar e que, dos 18 projectos nacionais de teste lançados recentemente pela Direcção-Geral de Energia e Geologia, “parte muito significativa” escolheu localizar-se no concelho de Évora.

“Estamos disponíveis para fazer tudo o que estiver ao nosso alcance” para que o Instituto Português de Energia Solar “seja uma realidade”, assegurou o governante.

Fonte: Ciência Hoje

Universidade de Évora vai testar novas tecnologias de alta concentração solar


:: Universidade Évora vai testar novas tecnologias de alta concentração solar ::

Dois projetos de empresas para testar novas tecnologias de alta concentração solar, com potencial para o desenvolvimento tecnológico do setor em Portugal, vão decorrer na Estação Experimental da Mitra, da Universidade de Évora, foi revelado esta sexta feira.

“São os dois muitíssimo inovadores” e podem vir a “proporcionar o desenvolvimento da indústria em Portugal nesta área”, adiantou Manuel Collares Pereira, titular da cátedra em energias renováveis da academia alentejana.

O investigador e responsável pela Cátedra BES Energias Renováveis falava aos jornalistas à margem de um simpósio sobre alta concentração solar e produção de eletricidade, que decorreu na universidade.

No encontro, foram divulgados projetos de demonstração ligados à alta concentração solar, no Alentejo e noutras zonas do país, nomeadamente os dois que vão ter como 'palco' a Estação Experimental da Mitra, num pólo da universidade nos arredores de Évora.

Um deles é promovido pela multinacional Siemens e pela portuguesa EDP Inovação (EDPi), para testar cilindros parabólicos e armazenamento de energia térmica.

O outro envolve igualmente a EDPi, juntamente com a cátedra da Universidade de Évora, para testar uma outra tecnologia, sendo liderado diretamente por Collares Pereira.

“São ambos no âmbito da alta concentração termosolar e vamos desenvolver protótipos das respetivas tecnologias a uma escala já grande, com centenas de metros quadrados, não é uma coisa pequena, de laboratório”, disse.

O objetivo é, precisamente, apurar quais os valores a que se consegue fornecer energia e com que preços, recorrendo a estas tecnologias, para que depois as empresas envolvidas “beneficiem deste conhecimento”.

Os dois projetos “já estão contratados” com a Universidade de Évora, mas ainda se “estão a dar os primeiros passos” para a sua concretização, devendo avançar no terreno “durante este ano e 2012”, limitou-se a adiantar o investigador.

Em termos gerais, Manuel Collares Pereira realçou que o crescente interesse pelas tecnologias de alta concentração solar é o de poderem vir a permitir, no futuro, “ter sistemas de baixo custo e com um rendimento muito alto".

A Universidade de Évora anunciou esta semana que pretende criar o Instituto Português de Energia Solar, para fomentar a ligação entre o conhecimento e desenvolvimento tecnológico nesta área e a sua aplicação industrial.

Fonte: Região Sul