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dezembro 31, 2010

Decreto-Lei n.º 141/2010 - Estabelecer metas para a produção de energia com base em fontes renováveis


:: Decreto-Lei n.º 141/2010 - Estabelecer metas para a produção de energia com base em fontes renováveis ::

Na sequência da Estratégia Nacional para a Energia (ENE 2020), que foi aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 29/2010, de 15 de Abril, o presente decreto-lei vem estabelecer metas para a produção de energia com base em fontes renováveis e dar aos consumidores instrumentos para poderem avaliar a quantidade de energia proveniente de fontes renováveis no cabaz energético de um determinado fornecedor.

Em primeiro lugar, definem-se as metas nacionais de utilização de energia renovável no consumo final bruto de energia estabelecendo-se que, em 2020, a meta de utilização de energia proveniente de fontes renováveis no consumo final bruto de energia deve ser de 31 % e que, também em 2020, a utilização de energia proveniente de fontes renováveis no consumo energético no sector dos transportes deve ser de 10 %.

Estas metas são fundamentais para alcançar três objectivos. Por um lado, reduzir a dependência energética do País face ao exterior para 74 % em 2020, passando a produzir, a partir desta data, através de recursos endógenos, o equivalente a 60 milhões de barris anuais de petróleo, com vista a assegurar uma progressiva independência do País face aos combustíveis fósseis, conforme consta da ENE 2020. Por outro, para reduzir em 25 % o saldo importador energético com a energia produzida a partir de fontes endógenas e conseguir, assim, gerar uma redução de importações de 2000 milhões de euros.

Finalmente, para criar riqueza e consolidar um cluster energético no sector das energias renováveis em Portugal, assegurando em 2020 um valor acrescentado bruto de 3800 milhões de euros e criando mais 100 000 postos de trabalho a acrescer aos 35 000 já existentes no sector e que são consolidados. Destes 135 000 postos de trabalho do sector, 45 000 são directos e 90 000 indirectos. O impacto no PIB passará de 0,8 % para 1,7 % até 2020. Em segundo lugar, cria-se um mecanismo de emissão de garantias de origem para a electricidade a partir de fontes de energia renovável. Trata-se de um instrumento para comprovar ao consumidor final a quota ou quantidade de energia proveniente de fontes renováveis presente no cabaz energético de um determinado fornecedor. Os consumidores podem escolher um fornecedor de energia com mais informação e optar pelo fornecedor que produza com um maior recurso a energias renováveis, enquanto os agentes do mercado podem promover com mais facilidade os seus produtos.


:: Metas para a utilização de energias renováveis ::

Em 2020, 31% da energia utilizada deve ser proveniente de fontes renováveis.

Para o período entre 2011 e 2020, estão definidas as seguintes metas:



No sector dos transportes, pretende-se que, em 2020, 10% da energia consumida seja proveniente de fontes renováveis.


:: Certificados de origem para as energias renováveis ::

A partir de 1 de Janeiro de 2011, os produtores de electricidade e de energia usada para aquecimento ou arrefecimento a partir de fontes renováveis podem pedir ao Laboratório Nacional de Energia e Geologia que emita garantias de origem para a energia que produzem.

As garantias de origem permitem aos produtores de energia promover mais facilmente os seus produtos e aos consumidores conhecer melhor a oferta dos fornecedores e escolher os que usam mais energias renováveis.

As garantias de origem não podem ser pedidas por produtores que tenham recebido do Estado apoios à produção de energias de fontes renováveis (por exemplo, apoios ao investimento ou descontos nos impostos).



Fonte: DRE

Estabelece a estrutura de gestão do Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE), e Gerir o Fundo de Eficiência Energética (FEE)


:: Portaria n.º 1316/2010 - Visa estabelecer a estrutura de gestão do Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE), e Gerir o Fundo de Eficiência Energética (FEE) ::



Fonte: DRE

outubro 09, 2010

FAI - Fundo de Apoio à Inovação


:: FAI - Fundo de Apoio à Inovação ::

Criado em Dezembro de 2008 pelo Ministério da Economia e da Inovação (MEI) e instituído junto da Agência para a Energia (ADENE), o Fundo de Apoio à Inovação (FAI) apoia projectos de inovação e desenvolvimento tecnológico nas áreas das energias renováveis e da eficiência energética, que promovam a parceria entre o sistema científico português e as empresas nacionais.

No seu âmbito de financiamento incluem-se:
  • Projectos de investigação e desenvolvimento tecnológico;
  • Projectos pré-industriais através da vertente de capital de risco;
  • Bolsas de mestrado e doutoramento;
  • Conferências e Seminários;
  • Estudos técnicos ou científicos;
  • Campanhas de marketing institucional e/ou sensibilização.

Com uma dotação inicial de cerca de 76 Milhões de Euros, e com a possibilidade de ser reforçado através de dotações complementares, o FAI apresenta-se como um instrumento de suporte ao desenvolvimento das energias renováveis e eficiência energética em Portugal, através da promoção e incentivo ao investimento e colaboração entre o sector empresarial e o sistema científico.

Através do Despacho n.º 13415/2010, de 19 de Agosto, foi alargado o âmbito do FAI a projectos em regime de demonstração tecnológica de conceito e em regime pré-comercial, por se considerar que o FAI pode ajudar a ultrapassar uma falha de mercado identificada nestes regimes. O regime de demonstração tecnológica de conceito é a actividade na qual o promotor pretende demonstrar que um determinado conceito tem potencial para ser técnica e economicamente viável, ao passo que o regime pré-comercial é entendido como a actividade de exploração de um conceito cuja viabilidade técnica e potencial económico se encontram demonstrados, mas cujo grau de maturidade não permite ainda auto-suficiência económica.


:: Candidaturas ::

As linhas de acção que se seguem servem de orientação para eventuais candidaturas ao financiamento de projectos de investigação e desenvolvimento por parte do Fundo de Apoio à Inovação (FAI). Ainda que o formato de apresentação das candidaturas não seja rígido, será necessário ter em conta todas as posteriores indicações.

O objectivo deste documento é orientar o processo de candidatura para que os potenciais promotores conheçam qual a informação relevante que nela deve constar e, também, facilitar a sua avaliação por parte do FAI.

As seguintes guidelines não substituem a leitura integral do Regulamento de Gestão do Fundo de Apoio à Inovação.

Para beneficiar do financiamento por parte do FAI, o promotor deverá apresentar uma candidatura formal em formato digital ou em papel, dirigido ao Presidente da Comissão Executiva. Nela deverá constar um conjunto de informações que será abordado no próximo ponto.

Igualmente, durante o processo de avaliação da candidatura poderá surgir a necessidade de promover reuniões de trabalho entre os candidatos e os membros do FAI, com vista ao esclarecimento de eventuais questões e à melhoria de certos aspectos da candidatura.

Candidaturas - http://fai.pt/candidaturas/



:: Regulamento FAI - Despacho n.º 32276-A/2008 ::



:: Regulamento FAI (Alteração) - Despacho n.º 13415/2010 ::



Fonte: Fundo de Apoio à Inovação

julho 13, 2010

Projecto: Smart I Win!

A crescente consciencialização da comunidade técnico-científica, dos agentes económicos, dos organismos políticos e do público consumidor sobre as questões ambientais relacionadas com a emissão de gases poluentes, assim como a necessidade de dispor de alternativas viáveis à utilização dos combustíveis fósseis, veio lançar novamente o debate sobre o futuro das tecnologias de tracção automóvel, nomeadamente da tracção eléctrica.

A A. A. Silva tem vindo a investigar as possíveis alternativas à bateria de chumbo-ácido para diversas aplicações, incluindo a tracção eléctrica. Neste âmbito, de modo a incrementar o esforço de estudo e compreensão da tecnologia envolvida na tracção eléctrica automóvel, na construção e utilização das baterias para esta aplicação (Lítio ou outras tecnologias), assim como na sua integração no VE, foi decidido efectuar a conversão de um veículo de motorização convencional em VE. Este automóvel convertido funcionará como laboratório móvel da Autosil para teste de baterias em aplicação real, representando uma plataforma de estudo avançado das tecnologias envolvidas nos restantes componentes do VE, como o motor, o sistema de controlo da tracção, o carregador e conversores de tensão, assim como na sua plena integração com os sistemas e comandos já existentes no automóvel convencional.

A conversão foi efectuada num automóvel Smart usado, onde foi instalado um motor eléctrico de uma antiga máquina, convenientemente reconvertido para a utilização pretendida. Foram também projectados e instalados alguns componentes e peças mecânicas específicas para efectuar o acoplamento à transmissão e o controlo do sistema eléctrico de propulsão. Foi montada uma bateria de teste de tecnologia de LiFePO4 (lítio fosfato de ferro), que está actualmente a ser estudada pela Autosil, especialmente concebida para instalação no VE.

Estão a ser realizados testes para optimização do sistema eléctrico de tracção que permitirão optimizar o funcionamento do automóvel, avaliar as características da tracção eléctrica e da utilização da bateria e validar o desempenho obtido. Uma das características mais relevantes da tracção eléctrica e que já está a ser testada no Smart Iwin é a possibilidade de recuperação de energia durante a travagem ou descida para carregar as baterias. Espera-se que este veículo com a actual bateria de 5kWh, depois de convenientemente configurado e se utilizado criteriosamente, possa vir a atingir uma autonomia superior a 50km, uma velocidade máxima superior a 100km/h e a carregar a bateria em cerca de 1h.


:: Smart I Win! ::



Fonte: AUTOSIL



:: Apresentação iMTT - BATERIAS PARA VEÍCULOS ELÉCTRICOS ::




maio 20, 2010

Fundo de Eficiência Energética

O Decreto Lei n.º 50/2010 vem criar o Fundo para a Eficiência Energética (FEE). Este Fundo tem três objectivos fundamentais:

  • Incentivar a eficiência energética por parte dos cidadãos e das empresas
  • Apoiar projectos de eficiência energética em áreas onde até agora esses projectos ainda não tinham sido desenvolvidos
  • Promover a alteração de comportamentos nesta matéria

O FEE será constituído com uma dotação inicial de 1,5 milhão de euros, a realizar integralmente pela Direcção -Geral de Energia e Geologia.

Em primeiro lugar, procura -se melhorar a nossa eficiência energética nas áreas dos transportes, da habitação, da prestação de serviços, da indústria e nos serviços públicos através de, por exemplo, incentivos destinados aquisição de equipamentos com melhor desempenho energético ou equipamentos que promovam uma utilização mais racional da energia, como recuperadores de calor a biomassa, colectores solares térmicos, janelas eficientes ou isolamentos térmicos.

Em segundo lugar, poderá apoiar projectos de eficiência energética em áreas como a agricultura ou a indústria extractiva, que contribuam igualmente para a redução do consumo final de energia. Estes apoios potenciam o desenvolvimento do tecido económico, sobretudo junto das pequenas e médias empresas ligadas ao fornecimento de bens e serviços, tendo assim um impacto significativo na criação de novos postos de trabalho qualificado.

Finalmente, em terceiro lugar, o FEE pode ainda ser utilizado para promover campanhas e eventos relacionados com a alteração de comportamentos, com vista à redução dos perfis de consumo de energia pelos indivíduos e pelas organizações beneficiárias.

.: Decreto Lei n.º 50/2010 :.


maio 09, 2010

RENEXPO® Portugal - Feira e Conferência Internacional de Energias Renováveis e Eficiência Energética

A RENEXPO® Portugal - Feira e Conferência Internacional de Energias Renováveis e Eficiência Energética - será o primeiro evento RENEXPO®, integrado e completo, exclusivamente dedicado ao sector, a ser realizado em Portugal. Com um espaço de exposição/feira associado a várias conferências, este evento, que cobre todos os domínios relacionados com as Energias Renováveis e Eficiência Energética, foi concebido para ser uma referência, como plataforma informativa e de negócios orientada para o espaço ibérico e Países Lusófonos.

Na RENEXPO® Portugal, os visitantes encontrar-se-ão em contacto directo com os produtos, serviços, tecnologias, projectos e as mais recentes inovações na área das Energias Renováveis e Eficiência Energética. Proporcionará às empresas participantes um espaço privilegiado para captarem novos clientes, expandirem as suas redes de contactos e descobrirem novas oportunidades e mercados.

As conferências, organizadas em parceria com as mais importantes associações do sector, serão um ponto de encontro entre investigadores e especialistas, empresários, investidores e decisores políticos, no qual serão discutidos os desafios e oportunidades que se apresentam ao sector.

Por tudo isto, a RENEXPO® Portugal é um evento completo e integrado; o ponto de encontro que faltava no panorama energético do sudoeste europeu.

.: 13.-15.05.2010 Centro de Congressos de Lisboa :.

Feira e Conferência Internacional de Energias Renováveis e Eficiência Energética
  • Bioenergia
  • Cogeração e Trigeração
  • Eficiência Energética de Edifícios
  • Eficiência Energética de Transportes e Mobilidade Sustentável
  • Energia Eólica
  • Energia Hídrica
  • Energias Renováveis Offshore
  • Energia Solar

Área I&D-Energia

A ligação à comunidade científica e académica desempenha um papel fundamental no desenvolvimento do sector das Energias Renováveis e Eficiência Energética. A investigação de ponta e a disseminação do conhecimento permitem o constante aperfeiçoamento de tecnologias e processos no sentido de uma maior eficácia e economia, fornecendo um impulso essencial ao crescimento do sector.

Reflectindo este facto, a RENEXPO® Portugal contará com a área I&D-Energia, um espaço no qual várias Universidades e Centros de Investigação, além de apresentarem os seus mais recentes projectos, estarão em contacto directo com as empresas.

Algumas destas Universidades e Centros de Investigação realizarão ainda workshops de carácter técnico e científico sobre diversos tópicos.

.: RENEXPO® Portugal - Brochura :.


abril 11, 2010

SEMINÁRIO - O SECTOR ENERGÉTICO - DESAFIOS E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

A APEMETA, Associação Portuguesa de Empresas de Tecnologias Ambientais, em colaboração com a APA - Agência Portuguesa do Ambiente, irá realizar um Seminário no dia 15 de Abril de 2010 subordinado ao tema " "O Sector Energético - Desafios e Inovação Tecnológica".

Este encontro tem como público-alvo os Empresários dos Sectores da Indústria e Serviços, Associações Empresariais, Profissionais do Sector Ambiental, Técnicos da Administração Pública Central, Regional e Local, Docentes, Investigadores e Estudantes.

Serão abordados neste encontro, entre outros, os seguintes temas:
  • BALANÇO E SITUAÇÃO ACTUAL DO SECTOR ENERGÉTICO
  • INTERNACIONALIZAÇÃO DAS EMPRESAS DO SECTOR
  • NOVAS TECNOLOGIAS ENERGÉTICAS NOS MUNICÍPIOS
  • IMPLEMENTAÇÃO DE CASOS PRÁTICOS INOVADORES

Programa do Seminário



Fonte: APEMETA