fevereiro 08, 2011

Autarquias reforçam frotas com veículos verdes


:: Autarquias reforçam frotas com veículos verdes ::

A limpeza nas cidades de Guimarães, Vizela, Viana do Castelo, Setúbal e Famalicão será, a partir deste ano, feita de forma mais verde. As autarquias estão a reforçar as suas frotas com veículos eléctricos, ferramentas ideais para a limpeza das ruas e manutenção de parques e outros espaços verdes.

Estas viaturas verdes, fabricadas pela construtora francesa Goupil e comercializadas pela Soma – empresa do Grupo Auto Sueco –, são totalmente eléctricas, silenciosas e versáteis. Os veículos, de pequenas dimensões, possuem uma largura de 1,10 metros e um raio de viragem muito reduzido, o que facilita o serviço em zonas de difícil acesso.

De acordo com o jornal regional Rostos, a viatura "dispõe de um depósito com capacidade para 400 litros, um sistema de alta pressão para lavagem de ruas e um outro sistema de baixa pressão para, por exemplo, aplicar herbicidas". O veículo é movido por duas baterias e tem uma autonomia de oito horas de trabalho.

Segundo o jornal setubalense, o automóvel amigo do ambiente, apresenta ainda a versatilidade de se poder adaptar a outros tipos de serviços, uma vez que "a área de carga onde se encontra o depósito e os sistemas de pressão pode ser facilmente reconfigurada com equipamento de outra natureza."

O carregamento é feito durante a noite, sendo a viatura ligada a uma tomada convencional de electricidade.

Fonte: MOBI.E


fevereiro 07, 2011

ENE 2020: Eficiência energética da iluminação pública com documento de referência


:: Estratégia Nacional de Energia 2020 ::

.:: Eficiência energética da iluminação pública com documento de referência ::.

A Estratégia Nacional de Energia 2020 engloba um conjunto alargado de programas e medidas consideradas fundamentais para alcançar os objectivos da eficiência na utilização final de energia e dos serviços energéticos. Em desenvolvimento do Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE) e da ENE 2020, o Programa de Eficiência Energética na Administração Pública — ECO.AP (Resolução do Conselho de Ministros n.º 2/2011, de 12 de Janeiro), visa obter até 2020, nos serviços públicos e nos organismos da Administração Pública, um nível de eficiência energética na ordem dos 20% em face dos actuais valores. Nestes objectivos enquadra-se também a utilização racional de energia e a eficiência energético-ambiental em equipamentos de iluminação pública (IP).

Em Portugal, a iluminação pública é responsável por 3% do consumo eléctrico total, sendo que os respectivos custos energéticos constituem, em alguns casos, mais de 50% nas despesas dos Municípios com energia, verificando-se nos últimos anos uma tendência de aumento análoga à melhoria dos níveis de iluminação da região (cerca de 4 a 5% por ano).

Existem no mercado diversas soluções e tecnologias que permitem melhorar a eficiência energética da IP, facilitando uma gestão mais eficiente. Estes sistemas podem também permitir economias directas nos consumos de energia e/ou levar a um aumento da vida útil das lâmpadas, permitindo uma redução dos custos de manutenção das instalações de IP. O potencial de redução de consumos com IP pode chegar aos 700GWh/ano (redução de consumos de CO2 de 260.000 ton/ano).

Nesse sentido, a Secretaria de Estado da Energia e da Inovação, no Ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, em parceria com a RNAE- Associação das Agência de Energia e Ambiente, a ADENE – Agência para a Energia, a EDP Distribuição, o Lighting Living-Lab em Águeda, o CPI – Centro Português de Iluminação Pública e a Associação Nacional de Municípios – ANMP, promoveu o desenvolvimento de um manual de boas práticas para a melhoria do desempenho energético da IP. Com o documento agora editado pretende-se uma efectiva redução dos consumos de energia associados à Iluminação Pública sem perda dos níveis de efectivos de iluminação adequados a diferentes situações.

Fonte: ADENE

.:: Links ::.

:: Documento de Referência: Eficiência Energética na Iluminação Pública ::

fevereiro 05, 2011

The Energy Report: Renewable Energy by 2050


:: The Energy Report: Renewable Energy by 2050 ::

.:: 2050: o mundo poderá ser sustentadamente alimentado por energias renováveis ::.

Se as economias mundiais mantiverem o grau de dependência actual dos combustíveis fósseis, a humanidade enfrentará um futuro de ansiedade relativamente aos custos da energia, segurança e impactos das alterações climáticas. Com este relatório, a WWF teça um cenário alternativo - muito mais promissor e inteiramente atingível. O objectivo é que se consiga atingir uma redução de pelo menos 80 por cento até 2050, a fim de evitar perigosas alterações climáticas resultantes do aumento da temperatura média global (que se localiza já acima de 2 ° C).

No Relatório Energia 2011, da WWF em parceria com a Ecofys e AMO, o cenário apresentado é um caminho possível para um sistema energético global sustentável. Tem uma abordagem integrada no que respeita a todos os aspectos relacionados com o uso da energia a nível mundial, e cada meio de abastecer esta energia. Faz isto do ponto de vista das actividades actuais e físicas que fazem uso de energia: os processos industriais, automóveis e edifícios.

De acordo com este novo Cenário de Energia global:
  • É necessário percorrer um caminho ambicioso, mas fazível, em todos os sectores; é possível desenvolver um sistema de energia onde, em 2050, 95% das fontes são de origem renovável.
  • Este sistema usará apenas uma fracção das fontes renováveis de energia, fazendo deste sistema um cenário robusto.
  • É possível movermo-nos na direcção de um futuro que pode desenvolver e sustentar estilos de vida confortáveis, embora as nossas vidas pareçam diferentes.
  • A eficiência energética é um requisito chave para se satisfazer as necessidades energéticas através de fontes renováveis,
  • A electricidade é a forma de energia mais prontamente disponível para oferecer energia de fontes renováveis, pelo que a electrificação é um processo chave.
  • Toda a bio-energia necessária, primordialmente para satisfazer as necessidades por combustível e calor, pode ser produzida de formas mais sustentáveis, se se garantir que as práticas de gestão e políticas necessárias são implementadas.
  • O Cenário de Energia apresentado terá inúmeras vantagens económicas comparado como cenário actual, uma vez que os gastos iniciais serão mais que compensados por poupanças energéticas em anos posteriores.


.:: Em Portugal ::.

Portugal tem já um caminho percorrido nessa direcção: uma elevada percentagem da energia que consumimos é renovável e é estratégico o investimento no desenvolvimento destas fontes de energia (como a energia das ondas).

Investimentos estes que o país tem de manter para atingir o Cenário da Energia Limpa em 2050.

Apesar do caminho trilhado ser positivo, a WWF acredita que Portugal enfrentará ainda grandes desafios para atingir este cenário. Existe um longo caminho a percorrer ao nível:
  • de melhoria da eficiência energética ,
  • agrícola e industrial (produção de produtos) e
  • em edifícios.

Existem ainda questões que merecem ser olhadas noutra perspectiva:
  • o transporte – há a necessidade de desenvolver e melhorar o transporte público, bem como promover a sua utilização;
  • planeamento e ordenamento do território - deverá considerar-se a minimização da necessidade e do tempo de deslocação, por forma a reduzir os consumos em energia e as emissões de gases de efeito de estufa resultantes.

Fonte: WWF


.:: Links ::.

:: Renewable Energy by 2050: The Energy Report ::
:: WWF: The Energy Report 100% Renewable Energy by 2050 ::
:: WWF: Versão Português ::

fevereiro 03, 2011

Programa Energia Inteligente - Europa: Candidaturas 2011 e Info Day em Portugal


:: Programa Energia Inteligente - Europa: Candidaturas 2011 ::

.:: Info Day em Portugal ::.
.:: 17 de Março de 2011, das 14:00 às 18:00 horas ::.

O programa Energia Inteligente – Europa “2007-2013”, integrado no Programa-Quadro para a Competitividade e a Inovação, destina-se a apoiar a eficiência energética, as fontes de energia renováveis e a diversificação energética, e contribuindo para proporcionar uma energia segura e sustentável, reforçando ao mesmo tempo a competitividade europeia. Este Programa contempla três domínios de acção, nomeadamente, SAVE, ALTENER e STEER e ainda, projectos integrados.

A Comissão Europeia lançou em 18 de Janeiro de 2011 o convite à apresentação de propostas para 2011 ao Programa EIE, as quais terão de ser submetidas unicamente através de via electrónica para o site da EACI (http://ec.europa.eu/intelligentenergy) até às 17 horas (de Bruxelas) do dia 12 de Maio de 2011, excepto para a Iniciativa 10.4.4. “Building Workforce Training and Qualification” que tem como data limite, as 17 horas (de Bruxelas) do dia 15 de Junho de 2011.


.:: Info Day em Portugal ::.

A Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG) vai promover uma sessão de informação “Info-Day” no dia 17 de Março de 2011, das 14:00 às 18:00 horas, no anfiteatro da Direcção Regional de Economia do Norte do Ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, no Porto, para disseminar a informação relativa ao Programa.

Será necessário fazer a inscrição na DGEG, por fax ou e-mail até ao dia 10 de Março de 2011.

A inscrição será posteriormente confirmada pela DGEG, dada a limitação da capacidade da sala.

Esta sessão destina-se a representantes de entidades e empresas do sector público e privado.

Serão debatidas as questões relacionadas com o funcionamento do Programa e prestados esclarecimentos com vista à apresentação de propostas de candidaturas a serem financiadas pelo Programa Energia Inteligente – Europa 2007-2013.

O evento contará com a participação de um representante da “Executive Agency for Competitiveness and Innovation”, da Comissão Europeia.

Fonte: DGEG


fevereiro 01, 2011

1ª Conferência Anual do ENERGYIN | 10/11 FEV 2011


:: 1ª Conferência Anual do ENERGYIN ::

.:: 10/11 FEV 2011 ::.



Fonte: ENERGYIN

LNEG vai certificar a eficiência energética nos edifícios da administração pública


:: LNEG vai certificar a eficiência energética nos edifícios da administração pública ::


A promessa foi dada em Conselho de Ministros e confirmada pela publicação em Diário da República do Programa de Eficiência Energética na Administração Pública (ECO.AP): Portugal vai ter um mercado de certificados brancos para a eficiência energética em edifícios públicos. Apesar de a legislação específica ainda estar em elaboração, as novas regras já causam expectativa no mercado da consultoria energética.

O novo mecanismo de mercado vai envolver proprietários de edifícios e empresas especializadas na comercialização de energia, assim como uma entidade responsável pela certificação. O Laboratório Nacional de Engenharia e Geologia (LNEG) deverá ficar encarregue do processo de certificação da eficiência energética dos edifícios, de acordo com fonte governamental. Ainda não há, contudo, previsões para a apresentação do Decreto-Lei que vai definir o mercado dos certificados brancos. «A decisão da quantidade de certificados brancos a apresentar no mercado e o preço atribuído dependerá sempre do Estado», acrescenta ainda a fonte da Secretaria de Estado da Energia e Inovação.

O funcionamento deste mecanismo é semelhante ao que foi criado para títulos de emissões de CO2 ou para títulos de combustíveis. Aplicando-se apenas à eficiência energética alcançada em edifícios, a prestação em edifícios públicos acima do objectivo de 20 por cento será premiada com um conjunto de certificados de eficiência. Os títulos poderão depois ser vendidos a empresas de comercialização de energia, obrigadas a apresentar uma quantidade anual ao Estado, criando um dinamismo e uma valorização de mercado da eficiência energética.

Desta forma, Portugal segue o exemplo de vários países europeus. A Itália implementou um esquema semelhante em 2005, sendo seguida pela França um ano mais tarde. No Reino Unido, o modelo em vigor é misto, havendo a possibilidade de comercializar as obrigações e as poupanças. Um modelo alternativo, sem implicação de comercialização, foi desenvolvido pela Flandres (região da Bélgica). Enquanto a maioria dos esquemas europeus diz respeito a obrigações para os comercializadores de gás e electricidade, a Itália é a excepção, pondo a obrigação sobre as distribuidoras.

Questionado sobre a criação de um mercado de certificados brancos, Luís Mira Amaral fala em «aproveitamento burocrático» da matéria da eficiência energética. Apesar de considerar que uma verdadeira política energética passa por analisar todas as soluções do lado da oferta e da procura, o que inclui as questões de eficiência energética, o ex-ministro da Indústria e Energia tem dúvidas sobre a eficácia deste mecanismo. «Quanto maior a intervenção do governo, quanto maior a burocracia, mais há lugar a conflitos e à intervenção dos advogados», afirma o responsável, lembrando a falta de tranparência dos regulamentos energéticos e a intervenção político-administrativa nos processos.

A falta de sensibilização e formação dos agentes é um dos problemas apontados por Mira Amaral à implementação de legislação de eficiência energética. «Não basta fazer legislação, é preciso formar os agentes nesta matéria», explica, exemplificando com as falhas de competência de arquitectos, projectistas e licenciadores de algumas autarquias.


.:: ECO.AP arranca com calendário apertado ::.

A questão da sensibilização dos agentes públicos é particulamente pertinente perante o calendário apertado do ECO.AP. Promulgado em Janeiro, a Resolução prevê que as entidades públicas designem, em 90 dias, um gestor local de energia. Uma condição que para a Câmara de Bragança, por exemplo, será certamente cumprida. «O município de Bragança encontra-se em condições para designar o gestor local de energia, no prazo estipulado pela Resolução do Conselho de Ministros nº 2/2011», afirma o presidente da câmara municipal, António Jorge Nunes. O autarca defende ainda que o ECO.AP irá permitir uma «continuidade ao trabalho desenvolvido pelo município no âmbito da eficiência energética».

Para as empresas de serviços energéticos (ESCO), o ECO.AP e o calendário apertado também são vistos com bons olhos. «O importante é o programa ECO.AP e a legislação ESCO arrancaram o mais rápido possível, para se dinamizar o sector», comenta Miguel Matias, administrador da Self Energy, sublinhando que, quanto mais tarde se implementarem estas decisões, «menos milhões de euros se poupam ao Estado e ao país». O responsável realça ainda que «é bom ser o Estado a dar o exemplo da boa prática».

A urgência na implementação do programa é palavra de ordem entre as empresas. Afinal, Portugal tem menos de uma década para alcançar o objectivo ambicioso de eficiência energética a que se propõs (20 por cento). Para tal, a Resolução do Conselho de Ministros prevê que, neste primeiro semestre de 2011, cada ministério deva seleccionar entidades que representem pelo menos 20 por cento do seu consumo de energia, com vista ao lançamento de um processo de contratação pública para a gestão de eficiência energética. Até 2013, cada ministério deve igualmente concretizar medidas de redução do consumo em todas as entidades na sua dependência, através de contratos de gestão de eficiência energética.

Fonte: Ambiente Online

.:: Links ::.

:: Programa de Eficiência Energética na Administração Pública - ECO.AP ::

Siemens elege Portugal para experiência mundial


:: Siemens elege Portugal para experiência mundial ::

.:: A multinacional alemã Siemens vai testar em Portugal uma tecnologia inovadora na área da energia solar ::.

A Siemens, a EDP Inovação e a Universidade de Évora, em parceria com o Ministério Alemão do Ambiente, Conservação da Natureza e Segurança Nuclear e outras empresas tecnológicas alemãs como a German Aerospace Center (DLR), a K+S AG, a Senior Berghöfer GmbH e a Steinmüller Engineering GmbH, vão construir em Portugal um protótipo de central solar termoeléctrica que funcionará com sal fundido como meio de transferência de calor.

Este projecto - o primeiro do seu género em Portugal - tem como principal objectivo demonstrar a viabilidade técnica e económica das centrais solares termoeléctricas com colectores cilindro parabólicos. Serão ainda investigadas propostas de melhorias na fusão do sal e adaptações do design da central.

As centrais térmicas deste tipo concentram a luz solar através de espelhos parabólicos, usando um tubo receptor que contém o sal fundido Actualmente, as centrais solares termoeléctricas deste tipo utilizam óleos térmicos como meio de transferência de calor, com os seus colectores cilindro-parabólicos a operar a temperaturas que rondam os 400ºC.

Com um comprimento previsto de 300 metros, a instalação em Évora, irá utilizar sal fundido como substituição dos convencionais óleos térmicos, operando a temperaturas que ultrapassarão os 500ºC. O vapor gerado a temperaturas mais elevadas irá permitir que a turbina a vapor funcione com maior eficiência durante a produção de energia.

A Universidade de Évora terá a seu cargo os testes e optimização desta tecnologia durante três anos. Por seu turno, a EDP Inovação (Energias de Portugal) vai disponibilizar o local e a instalação deste projecto.

O sal como condutor de calor

O potencial oferecido pelos diferentes tipos de sal será investigado nesta instalação experimental, que vai ser equipada com tubos receptores da Archimede Solar Energy (ASE), empresa participada em 45% pela Siemens.

O projecto não incluirá unicamente o sal refinado, mas também sais de diferentes composições. Um dos desafios relacionados com a utilização de outras composições de sal é também a descoberta de meios para baixar o ponto de fusão dos mesmos. O risco potencial de congelação nos sistemas que transportam o sal e as perdas de calor ao longo do processo podem ser, assim, reduzidas significativamente.

Actualmente, o sal fundido já é utilizado como meio de transferência de calor na Priolo Gargallo, central solar termoeléctrica na Sicília, Itália, também equipada com tubos receptores produzidos pela ASE.

Os componentes para as centrais solares termoeléctricas são parte integrante do portefólio ambiental da Siemens.

No ano fiscal transacto, as receitas do portefólio totalizaram €28 mil milhões, tornando a Siemens o maior fornecedor de tecnologias ambientais do mundo.

Fonte: Expresso