janeiro 30, 2011

RENER - Renewable Energy Living Lab - 1º Living Lab para a Mobilidade Eléctrica na Europa


:: RENER - Renewable Energy Living Lab ::

.:: 1º Living Lab para a Mobilidade Eléctrica na Europa ::.

Municípios portugueses formam o 1º Living Lab para a Mobilidade Eléctrica na Europa

O RENER - Renewable Energy Living Lab, criado pela INTELI, com vista a agilizar processos de inovação de tecnologias e soluções relevantes para a sustentabilidade energética e ambiental, tem como objectivo impulsionar a integração dos vários actores no processo de inovação para a mobilidade eléctrica, com um especial enfoque no utilizador, potenciando domínios de conhecimento emergentes e a maximização das oportunidades económicas associadas.

Actualmente, o RENER integra a Rede Europeia de Living Labs (European Network of Living Labs - ENoLL), que conta com o apoio da Comissão Europeia e, a nível nacional, do Gabinete do Coordenador Nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico.

Sintra, Porto, Vila Nova de Gaia, Loures, Cascais, Braga, Almada, Guimarães, Coimbra, Leiria, Viseu, Setúbal, Viana do Castelo, Aveiro, Torres Vedras, Santarém, Faro, Évora, Castelo Branco, Guarda, Beja, Portalegre, Bragança e Vila Real, subscreveram um acordo com o Governo português no âmbito da Conferência Internacional sobre Mobilidade Eléctrica que teve lugar em Lisboa, em 29 de Junho de 2009, criando desta forma uma Rede Piloto para a Mobilidade Eléctrica, com vista à operacionalização da Fase Piloto do Programa para a Mobilidade Eléctrica, que prevê a instalação de uma infra-estrutura mínima de mobilidade eléctrica (1350 postos de carregamento) a nível nacional até final de 2011.

Mais do que instalar uma solução de carregamento, os municípios constituintes da Rede Piloto ambicionam constituir-se como territórios de experimentação, teste e validação de novas soluções para a mobilidade eléctrica, criando um laboratório de experimentação de soluções de mobilidade eléctrica à escala nacional, visando a criação de sinergias entre os diferentes municípios.

Neste sentido, no passado dia 21 de Setembro, no edifício sede dos Paços do Concelho em Santarém, foi celebrado um contrato de consórcio, entre os Municípios portugueses e a INTELI. Com este contrato a INTELI acolhe os Municípios portugueses no âmbito do RENER, criando assim um living lab para a mobilidade eléctrica - o primeiro nesta área a nível europeu, destacando-se ainda a sua dimensão, inédita no que se refere a living labs.

Pretende-se desenvolver acções destinadas à concretização dos objectivos do Programa de Mobilidade Eléctrica, designadamente experimentar, testar e validar soluções inovadoras em espaços urbanos diversos, originando um portfolio de melhores práticas potencialmente replicáveis, a médio prazo, noutros municípios.

Fonte: INTELI

.:: Links ::.

:: Living Labs: Lista de Centros Living Lab em Portugal ::
:: European Network of Living Labs (ENoLL): RENER Living Lab ::
:: European Network of Living Labs (ENoLL): Living Labs in Portugal ::

janeiro 28, 2011

Energia: Universidade de Évora vai criar Instituto Português de Energia Solar


:: UÉvora vai criar Instituto Português de Energia Solar ::

.:: Entidade terá forte ligação às empresas ::.

A Universidade de Évora (UÉvora) vai criar um instituto nacional dedicado à energia solar para “potenciar a ajudar a desenvolver” o sector em Portugal, fomentando a criação de conhecimento e o desenvolvimento tecnológico e a sua aplicação industrial.

O reitor da instituição, Carlos Braumann, adiantou hoje que a criação do Instituto Português de Energia Solar advém de uma forte aposta nas energias renováveis por parte da academia alentejana. “A UÉvora tem, de facto, um projecto de desenvolvimento na área das energias renováveis, nos vários sectores, e esta ideia nasceu muito recentemente”, disse.

A intenção de criar o instituto conta com “o apoio do Ministério da Economia e da secretaria de Estado da Energia e Inovação”, segundo Carlos Braumann, e é apresentada amanhã, num simpósio em Évora.
O colóquio, no âmbito da Cátedra BES Energias Renováveis da UÉvora, vai abordar a alta concentração solar e a produção de electricidade, devendo contar com a presença do secretário de Estado da Energia e Inovação, Carlos Zorrinho, divulgou a organização.

A iniciativa, explicou o reitor, “vai servir para fazer o ponto da situação dos últimos desenvolvimentos tecnológicos” relacionados com energia solar e, ao mesmo tempo, “para lançar a pedra de criação do instituto”.

Dentro de “uns meses”, a academia pretende ter já “um projecto mais detalhado”, para ser submetido à “avaliação das entidades governamentais”. “Estamos convictos de que terá sucesso”, afiançou, estimando que, em 2012, o instituto esteja criado, para “potenciar e ajudar a desenvolver todo o sector de interface entre a criação do conhecimento e o desenvolvimento tecnológico” na área da energia solar e “a sua aplicação industrial”.


.:: Primeira licenciatura na área ::.

O reitor lembrou que a academia alentejana, além da cátedra, ministra a “primeira licenciatura” nacional em Engenharias Renováveis, tem mestrados, doutoramentos e investigação na área e acolhe ainda vários projectos de demonstração tecnológica em parceria com empresas.

“Há aqui um grande potencial, em que Évora e a universidade se estão a situar como uma frente de desenvolvimento científico e tecnológico virado para a utilização empresarial” da energia solar, sublinhou.

O secretário de Estado Carlos Zorrinho lembrou à Lusa que o Alentejo “tem condições muito favoráveis” para a instalação de tecnologia solar e que, dos 18 projectos nacionais de teste lançados recentemente pela Direcção-Geral de Energia e Geologia, “parte muito significativa” escolheu localizar-se no concelho de Évora.

“Estamos disponíveis para fazer tudo o que estiver ao nosso alcance” para que o Instituto Português de Energia Solar “seja uma realidade”, assegurou o governante.

Fonte: Ciência Hoje

Universidade de Évora vai testar novas tecnologias de alta concentração solar


:: Universidade Évora vai testar novas tecnologias de alta concentração solar ::

Dois projetos de empresas para testar novas tecnologias de alta concentração solar, com potencial para o desenvolvimento tecnológico do setor em Portugal, vão decorrer na Estação Experimental da Mitra, da Universidade de Évora, foi revelado esta sexta feira.

“São os dois muitíssimo inovadores” e podem vir a “proporcionar o desenvolvimento da indústria em Portugal nesta área”, adiantou Manuel Collares Pereira, titular da cátedra em energias renováveis da academia alentejana.

O investigador e responsável pela Cátedra BES Energias Renováveis falava aos jornalistas à margem de um simpósio sobre alta concentração solar e produção de eletricidade, que decorreu na universidade.

No encontro, foram divulgados projetos de demonstração ligados à alta concentração solar, no Alentejo e noutras zonas do país, nomeadamente os dois que vão ter como 'palco' a Estação Experimental da Mitra, num pólo da universidade nos arredores de Évora.

Um deles é promovido pela multinacional Siemens e pela portuguesa EDP Inovação (EDPi), para testar cilindros parabólicos e armazenamento de energia térmica.

O outro envolve igualmente a EDPi, juntamente com a cátedra da Universidade de Évora, para testar uma outra tecnologia, sendo liderado diretamente por Collares Pereira.

“São ambos no âmbito da alta concentração termosolar e vamos desenvolver protótipos das respetivas tecnologias a uma escala já grande, com centenas de metros quadrados, não é uma coisa pequena, de laboratório”, disse.

O objetivo é, precisamente, apurar quais os valores a que se consegue fornecer energia e com que preços, recorrendo a estas tecnologias, para que depois as empresas envolvidas “beneficiem deste conhecimento”.

Os dois projetos “já estão contratados” com a Universidade de Évora, mas ainda se “estão a dar os primeiros passos” para a sua concretização, devendo avançar no terreno “durante este ano e 2012”, limitou-se a adiantar o investigador.

Em termos gerais, Manuel Collares Pereira realçou que o crescente interesse pelas tecnologias de alta concentração solar é o de poderem vir a permitir, no futuro, “ter sistemas de baixo custo e com um rendimento muito alto".

A Universidade de Évora anunciou esta semana que pretende criar o Instituto Português de Energia Solar, para fomentar a ligação entre o conhecimento e desenvolvimento tecnológico nesta área e a sua aplicação industrial.

Fonte: Região Sul

Portugal tem que investir na inovação energética


:: Portugal tem que investir na inovação energética ::

.:: Análise das novas tecnologias energéticas nacionais e cenarização do seu impacto no sistema energético nacional ::.



Fonte: TVNET

CNN: Presença de Portugal no World Future Energy Summit


:: Portuguese participation at the World Future Energy Summit - WFES 2011 ::

.:: Portugal – Innovating Energy Solutions ::.



NER300: Mecanismo de Incentivo de tecnologias com baixo teor de carbono


:: NER300 ::

.:: Mecanismo de Incentivo de tecnologias com baixo teor de carbono ::.
.:: Despacho n.º 1636/2011 ::.

O mecanismo de incentivo NER300 visa o financiamento de projectos de demonstração comercial com vista à captura e armazenamento geológico de CO2 em condições de segurança ambiental (projectos de demonstração CCS) e de projectos de demonstração de tecnologias inovadoras de aproveitamento de fontes de energia renováveis (projectos de demonstração FER inovadoras.

Para o efeito prevê a utilização das receitas decorrentes da venda de 300 milhões de licenças da reserva para novas instalações do CELE para o período entre 2012 -2020. A conversão em moeda e a gestão destas licenças serão realizadas pelo Banco Europeu de Investimento (BEI). O BEI é responsável pela avaliação técnica e financeira das candidaturas, após apresentação pelos Estados membros, e pela submissão das devidas recomendações à Comissão Europeia. Esta organiza as duas rondas de propostas previstas e decide sobre o financiamento dos projectos.

A Decisão NER300 estabelece que cada Estado membro deverá beneficiar deste mecanismo em pelo menos um e não mais do que três projectos, havendo possibilidade de estabelecer parcerias entre Estados membros. O mecanismo de incentivo NER300 poderá financiar até 50% dos custos pertinentes, conforme identificados na Decisão NER300, do projecto com um máximo de 15 % do montante total de licenças disponível e pode ser combinado com outros instrumentos, nomeadamente os Fundos Estruturais, o Fundo de Coesão e o Programa Energético Europeu para o Relançamento.


.:: Despacho n.º 1636/2011 ::.


Neste contexto, com o objectivo de orientar o processo de candidatura de projectos em Portugal ao mecanismo de incentivo NER300 a promover pela Comissão Europeia e ao abrigo do n.º 1 do artigo 8.º, do n.º 1 do artigo 17.º e do n.º 1 do artigo 20.º do Decreto-Lei n.º 321/2009, de 11 de Dezembro, determina-se:

1 — A constituição do grupo de trabalho para a condução do processo de candidatura de projectos em Portugal ao mecanismo de incentivo NER300 (GT-NER300) relativamente a projectos de demonstração comercial com vista à captura e armazenamento geológico de CO2 em condições de segurança ambiental (projectos de demonstração CCS) e de projectos de demonstração de tecnologias inovadoras de aproveitamento de fontes de energia renováveis (projectos de demonstração FER inovadoras).

2 — A composição do GT -NER300 por representantes das seguintes entidades, ao nível de cargos de direcção superior de 1.º ou 2.º grau:
  1. Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG);
  2. Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG);
  3. Agência Portuguesa do Ambiente (APA);
  4. Comité executivo da Comissão para as Alterações Climáticas
  5. (CECAC), a cujo representante cabe a coordenação.

Link: Despacho n.º 1636/2011

FotOrg - O "low-cost" chegou aos fotovoltaicos


:: FotOrg ::

.:: O "low-cost" chegou aos fotovoltaicos ::.

São células solares de baixo custo que podem ser incorporadas em quase tudo o que a imaginação permitir. No FotOrg, a inovação deu as mãos à criatividade.

Carregar o telemóvel num casaco ou alimentar um leitor de mp3 num chapéu. Tudo isto vai ser possível com as tecnologias FotOrg, projecto distinguido na categoria Clean Tech, do prémio BES Inovação. Como? Através de células solares (fotovoltaicos) de materiais orgânicos a baixo custo.

Luiz Pereira, 46 anos, é o responsável científico pelo projecto. Professor do Departamento de Física da Universidade de Aveiro (UA) há 20 anos, desde 2007 que trabalha com as células que convertem a radiação solar em energia. A vantagem destes fotovoltaicos é a competitividade na relação entre eficiência e custo, explica.

"Na realidade, a eficiência útil é de cerca de 5%, quatro vezes menos do que o melhor fotovoltaico de silício monocristalino, [utilizado nos actuais painéis solares] pode oferecer, mas o custo é da ordem de dez vezes menos", diz. São cerca de dez mil vezes mais finos do que um cabelo humano, o fabrico é simples e pode ser efectuado em sistemas de larga produção.


.:: Tecnologia de terceira geração ::.

Luiz Pereira começou a trabalhar com semicondutores orgânicos (material que conduz corrente eléctrica, constituído por átomos de carbono interligados) em 2001, mais especificamente com OLED (células que emitem luz quando recebem energia eléctrica).

Em 2006, foi contactado por uma agência do Porto, ligada à Agência de Inovação, e propuseram-lhe uma parceria com a empresa SolarPlus. Apesar de o projecto ter sido aprovado, a empresa desistiu na recta final. Nesta altura, o professor já tinha sido picado pelo bicho do empreendedorismo e não deixou morrer a ideia. A sua relação com o CeNTI - Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes, e o interesse que demonstraram em avançar com o projecto, permitiram que delineasse uma potencial aplicação a nível industrial, numa ponte com o mundo empresarial.

Este tipo de células solares, de "terceira geração", já são conhecidas em laboratórios de universidades há cerca de oito anos. O que o FotOrg fez foi lançar novas ideias para o seu fabrico e optimização. Contudo, o professor explica que o projecto carece de trabalho a nível laboratorial e da durabilidade.


.:: Em busca da viabilidade comercial ::.

O melhor tempo útil que já foi conseguido, a nível mundial, é cerca de um ano, "manifestamente inviável do ponto de vista comercial. Mas já alcançaram dois avanços: na UA, conseguiram compreender os fenómenos físicos de transporte de carga eléctrica/morfologia que permitiu delinearem uma nova estratégia; no CeNTI e na Nanolayer desenvolvem filmes de barreira de protecção para incrementar a durabilidade dos fotovoltaicos.

"Este tipo de fotovoltaico é praticamente 100% flexível, sem perda de eficiência. Pode ser aplicado em quase tudo o que a nossa imaginação seja capaz de sonhar", explica. O principal mercado-alvo é de nicho. Inclui "gadgets" e a incorporação arquitectónica. "Dada a facilidade de incorporar este tipo de fotovoltaicos em qualquer estrutura, podemos, no limite da imaginação, conceber uma casa completamente 'forrada de células soares orgânicas 'disfarçadas' na estrutura, das paredes ao tecto", revela.

O início da actividade da empresa está dependente dos resultados da fase-piloto, que será iniciada no segundo semestre no próximo ano. Agora, pretendem adquirir equipamentos de grande porte para a produção piloto. "De acordo com as empresas fornecedoras, os equipamentos estarão instalados e operacionais até ao final do primeiro semestre de 2011. A partir daí, teremos todo o trabalho de optimização e contamos ter uma prova de conceito (a nível de aplicação comercial) no Outono de 2011."

Fonte: Jornal Negócios